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Comparsas no Cedeca

Comparsas no Cedeca

Após um longo intervalo para os integrantes se dedicarem aos seus projetos solo e paralelos, os Comparsas voltaram com este show no Cedeca Ceará no dia do rock! O próximo vai ser no Mambembe, dia 17 de julho, às 19h. Esperamos todos! FOTO: Rayana Gadelha

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Comparsas da Vivenda: boas canções aprendendo a andar*

*Crítica do espetáculo que apresentamos ontem escrita pelo jornalista Dalwton Moura

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Uma oportunidade de contato com novos compositores, instrumentistas e intérpretes atuantes em Fortaleza, em uma apresentação equilibrada entre esmero e descontração, ensaio e improviso, ineditismo e comunicação com o público. Assim foi o show “Canção que Aprendeu a Andar”, do coletivo musical Comparsas da Vivenda, apresentado na noite de quinta-feira, 24/3, para um Teatro Sesc Emiliano Queiroz com casa cheia – e muita gente cantando junto parte das músicas. Todas inéditas em disco, mas muitas tornadas familiares através de blogs e redes sociais. Além das rodas de violão semanais, nos saraus às terças-feiras em espaço informal e múltiplo, entre as mesas de bar, o piso de brita e os castiçais da Toca do Plácido.

Essa ligação entre palco e platéia, artistas e espectadores, deixa entrever pistas significativas para a compreensão do show apresentado pelos Comparsas – um exemplo fiel do “modo de produção” do grupo, em suas limitações e em seus muitos pontos dignos de destaque. Como os próprios sete músicos dispostos no palco fazem questão de ressaltar, a apresentação reúne canções compostas a muitas mãos, no último par de anos, pelos membros do coletivo, que se caracteriza como tal principalmente pela alternância de papéis e pela interação complementar entre seus integrantes.

As parcerias são várias e diversas, embora, entre baião, xote, rock e canção, se possa divisar claramente um fio condutor urdido entre cores urbanas e influências blueseiras. Os artistas também mudam constantemente de instrumento, ao sabor do que pede cada música. “Metade do show é troca de instrumento”, brincou Jairo Ponte, trompetista, flautista, gaitista, percussionista e, ufa, pai do pequeno Bento, que inspirou uma das canções mais tocantes da noite, composta por Caio Castelo e Tom Drummond. Com direito, no show, a uma contextualização do momento de celebração, entre família e amigos, em que se deu à luz a música.

Se a falta de papeis fixos aponta mais a versatilidade do que qualquer pretensão de virtuosismo do grupo, este não deixa de contar com destaques instrumentais, como o baixista Carlos Hardy, também eventualmente assumindo a guitarra e o piano. E essa multiplicidade casa bem com a variação de atmosfera e estética das canções, conforme se desenrola o repertório que guarda, apesar do ineditismo, boas cartas na manga para estabelecer empatia com o público, via melodias e refrões. É o caso, por exemplo, de “Porém”, de Caio Castelo, cantada em duo com Lorena Nunes, intérprete tão aplaudida quanto Richell Martins, voz do baião “Arranho”, de tons nordestinos e fortes sugestões nas imagens. “A fome, a sede, um só. O cio, o ardor sem voz, na hora da aflição”.

“Te pego na volta”, de Caio e Lorena, na voz dela, é outro “hit” das rodas de violão que funciona de imediato no palco (como caberia perfeitamente no rádio comercial), escandida entre bateria e contrabaixo servindo de cama para a voz rascante da intérprete no território em que se mostra mais à vontade. Como em “Sal”, de Caio e Samuel Goes, antecedida por uma mão um tanto quanto carregada de prosa, entre reflexões sobre o sal “das lágrimas, do suor, da vida”. Não por acaso, a lista de momentos de maior diálogo com o público se completa com mais um blues de nuances sensuais:  “Já que você vai viajar”, de Caio e Alan Mendonça, ecoando e sistematizando desde cedo signos característicos da poética do grupo: “Um blues de amor e sal com o sabor da minha pele”.

Mas há mais cores no caleidoscópio dos Comparsas, personificados como tal em figurino a rigor, contrastando com a juventude do grupo. A simplicidade bem-humorada de “Xote holandês” (Caio Castelo/Samuel Góes) abriria espaço para mais possibilidades de interpretação. A rica expressão teatral de Lorena Nunes na também descontraída “Ai de mim” (Tom Drummond) é outra que pode evoluir em arranjo.

E se a lírica “Enfim nós”, de Caio, cantada por ele ao piano, remete de modo mais direto à sonoridade de grupos que marcaram a década de 2000 no cenário nacional, “Guia de turismo”, de João Paulo, se apropria de elementos da tradição à publicidade para formar um painel, irônico em música e letra, a soar como um inverso e sincero hino às contradições da Terra da Luz. Já a aportuguesada “Margem” (Caio/João Paulo Peixoto) foi uma das melhores da noite, em perfeito casamento entre achados poéticos, soluções melódicas e rítmicas (com a percussão de Amanda Nogueira e Allan Diniz) e a voz de Richell: “Colhi do chão estrelado desenhos de água febril, a onda saía da pedra e voltava pra dentro do rio / Molhei as minhas feridas / Quem ensinou a água a nadar sabia os caminhos da vida, sabia os atalhos pro mar”.

O show mostra que, a seu tempo e modo, os Comparsas começam a transpor as fronteiras da Vivenda para buscar mais repercussão. E o fazem no mesmo compasso de descontração e espontaneidade de um grupo de amigos a compartilhar com clara sinceridade a devoção à criação musical. Melhor para o público.

Dalwton Moura
Jornalista, crítico musical e compositor

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Show dos Comparsas

Nesta próxima quinta-feira, 24 de março, os Comparsas da Vivenda farão um grande show no Sesc Emiliano Queiroz, em Fortaleza.

Com um ano de existência e uma série de pequenas apresentações na bagagem, o coletivo fará na próxima semana sua maior apresentação até agora. A ideia é fazer um apanhado de boa parte do que foi produzido ao longo desse ano e compartilhar no palco, diante do público. Serão tocadas tanto músicas antigas quanto músicas inéditas, até compostas durante os ensaios para o show, além de outras surpresinhas.

Neste dia 24, sobem ao palco os mesmos sete comparsas que estão no cartaz acima: Amanda Nogueira, Allan Diniz, Caio Castelo, Carlos Hardy, Jairo Ponte, Lorena Nunes e Richell Martins. Estamos preparando um show bonito e caprichado. Até lá!

SERVIÇO
Show dos Comparsas da Vivenda
Local: Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias 1701 – Centro)

Dia 24 de março (quinta-feira), às 20h

Ingressos: 10R$ inteira e 5 R$ meia

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Fotos do Festival UFC de Cultura + Twitter

Eis algumas fotos do show da terça passada no Bosque Moreira Campos. Agradecemos a todos que dedicaram seus horários de almoço para ir ver nosso show e ao da banda Meu Amigo Imaginarium, que fez uma excelente apresentação logo em seguida.

E a outra novidade: siga os Comparsas no nosso twitter @davivenda

Cliques de Gisa Carvalho:

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Quem somos nós, comparsas, uns tantos de nós com tantos em cada um? Nós, que saímos pela madrugada violando olhos, ouvidos, almas e corações mal trancados para guardar nossas essências. Não queremos saquear nada além das chaves. Somos sal, o mesmo das lágrimas de felicidade, de tristeza e de crocodilo. O mesmo sal que lambe nossas pegadas e sorrisos de crocodilo quando saudoso nos vê chegar na praia suja, cagada e bonita. E ficamos cagados também. Porra, a gente é cagado pra caralho.Partilhamos, sobretudo, o desejo de respirar de quem já prendeu o ar por tanto tempo que não é mais capaz de adiar uma inspiração. Apenas fazemos parte disso como fazemos parte do mundo: pisando todos no mesmo solo, mas cada um com pés diferentes e nem sempre no chão.

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Show dos Comparsas

Os Comparsas da Vivenda irão tocar nessa terça-feira, 19 de outubro, durante o III Festival UFC de Cultura. O show ocorre no Bosque Moreira Campos (Área 1 do Centro de Humanidades – Benfica), ao meio-dia. Além de nós, também se apresentará a banda Meu Amigo Imaginarium, que começa a tocar logo após, às 13h.

Os comparsas que subirão ao palco neste show serão Lorena Nunes, Richell Martins, Caio Castelo, Jairo Ponte, Amanda Nogueira e Allan Diniz. No repertório, músicas e textos do próprio coletivo, além de uma versão de “Quando você me pergunta”, do cantor e compositor Rodger de Rogério. Até lá!

Veja a programação completa da Mostra.

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Fotos do UniVersos

Seguem algumas fotos do espetáculo UniVersos, dirigido por Paulo de Arto e apresentado pela Cia. Artória, juntamente com os Comparsas da Vivenda e a banda Renegados. A apresentação ocorreu no dia 3 de julho, no Mistura Cenários, e para quem perdeu, novas datas do espetáculo serão anunciadas aqui mesmo assim que possível. No setlist, as canções ‘Sal’, ‘Porém’ e uma releitura de ‘Quando você me pergunta’ (de Rodger Rogério), interpretadas por Lorena Nunes com Caio Castelo e Jairo Ponte. Richell Martins interpretou sua toada do branco velho e os textos ‘AM FM’ e ‘Aproximação’, ambos de Paulo de Arto. Fotografias por Marcelo Andrade:

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Ficha técnica

Elenco: Lana Gurgel, Linda de Arto, Paulo de Arto, Carol Schmidt, Richell Martins e Raissa Martins.

Produção: Natália Martins e Lisiane Marques.

Textos: Paulo de Arto e Richell Martins

Direção: Sérvulo Paulo de Arto.

Desenho e Concepção de Luz: Fernando Ribeiro.

Sonoplastia e Trilha Sonora: Caio Castelo, Lorena Nunes, Jairo Ponte, Marcelo Pinheiro, Ricardo Pinheiro, Romualdo Filho, André Lobo e Franklin Kaswiner.

Agradecemos ao espaço, à companhia e ao público pela oportunidade de apresentar nossas obras e performances. E nas três próximas quintas-feiras (5, 12 e 19 de agosto), a Cia. Artória apresenta “Elogio à noite” no bar Rota 66, sempre a partir das 22h30.

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Ao vivo da Vivenda

Olá, bem vindos ao blog dos Comparsas da Vivenda, onde sempre que não faltar assunto iremos postar novidades sobre peripécias nossas e de nossos parceiros vida afora. Para estrear o espaço, nada mais apropriado do que um vídeo gravado na própria Vivenda do Sossego, um dos lugares onde costumamos nos encontrar e onde uns de nós até se conheceram.

O vídeo foi gravado na ocasião do chá de fraldas do Bento, rebento de Jairo Ponte com Ivna Girão. Tom Drummond, na condição de penetra levado por mim (Caio Castelo) e futuro titio inconveniente por mérito próprio, preocupado com o fato de todos haverem aparecido devidamente munidos de fraldas para o Bentinho sujar depois de nascer, sentiu necessidade de oferecer um agrado qualquer aos anfitriões. Após descobrir o nome do menino e se isolar comigo, um violão, uma caneta azul e um cantinho não impresso de um papel com uma cifra por cerca de meia hora, eis nossa homenagem (com legendas mais que pertinentes e bongôs por Jairo Ponte):

Curiosidades

– Ele erra a letra na primeira vez em que canta. É só reparar numa parte que não sai igual na repetição.

– Na época, ninguém cogitava tal coincidência, mas Bento viria a nascer na mesma data que Tom Drummond, 22 de abril. Quero só ver se assim ele esquece de comprar as fraldas no ano que vem.

– Ivna tatuou dia desses um trecho da música na perna.

Tom Drumond – Bento
de Caio Castelo e Tom Drummond

Bento, meu rebento
minha vida, meu intento é te fazer sorrir
vou enganar o tempo
pois viver nesse momento já me faz sentir

a devoção que a canção
me traduz num abraço novo
a cada vez que te traz
me refaz dos atos que tristeza faz
sigo em paz ao te ter entre os meus braços
os teus pais seguem a te aguardar

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