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Comparsas no Cedeca

Comparsas no Cedeca

Após um longo intervalo para os integrantes se dedicarem aos seus projetos solo e paralelos, os Comparsas voltaram com este show no Cedeca Ceará no dia do rock! O próximo vai ser no Mambembe, dia 17 de julho, às 19h. Esperamos todos! FOTO: Rayana Gadelha

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Lorena Nunes no Teatro das Marias

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“Ai de mim”

Hoje os Comparsas da Vivenda, e todos(as) que seguem o trabalho do coletivo, temos o que comemorar. O clipe da música “Ai de mim”, composta pelo comparsa Tom Drummond e interpretada pela comparsa Lorena Nunes, chegou à marca de mil exibições no youtube em menos de um mês.

Os Comparsas da Vivenda em seu um ano de trajetória musical vem trazendo conquistas em sua bagagem. Apresentações, produção de músicas, novas parcerias artísticas são algumas das conquistas que nos fazem continuar a trabalhar, no intuito de sempre fazer algo com qualidade e, claro, muito amor.

O videoclipe da música “Ai de Mim” é algo bem peculiar. Ver nossos queridos João Peixoto, Jairo Ponte e Tom Drummond interpretando e mostrando suas variadas facetas já tornam o video digno de qualquer parabenização. A cantora Lorena Nunes interpreta uma canção que pode ser considerada difícil. Qual mulher hoje admitiria que a busca pelo homem perfeito beira o consumo e a necessidade de se viver bem, baseada numa relação de poder, em que o homem seria, sim, o ser responsável pelo sustento total do lar?

Talvez para as feministas de plantão o vídeo seja um assinte a tudo pelo que batalham dia após dia. Enfim… o video é na verdade um desenrolar de outra música composta e interpretada também belissimamente pela comparsa Lorena Nunes, chamada “Te pego na volta”. Nesta música, a personagem afirma que não vai esperar por alguma chance visível do rapaz pelo qual ela mantém interesse. Irá atacar sim e conseguirá tê-lo… Mas claro, anseando por uma pequena ajuda dele.

No caso de “Ai de mim”, essa mulher autosuficiente se transforma. Mostra que a procura pelo homem perfeito beira algo muito além de amor. A música é uma crítica. Uma crítica ao interesse e à morte de um sentimento tão sublime quanto o amor perante outros relacionados ao consumo.

Essa é uma das possibilidades de interpretação para uma música complexa e, por si, interessante.

Caso ainda não tenham visto o clipe da música “Ai de mim” eu sugiro que deem uma olhadinha… E caso gostem, que recomendem para que outros vejam. E mais, que comecem a conhecer outras músicas nossas.

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Comparsas da Vivenda: boas canções aprendendo a andar*

*Crítica do espetáculo que apresentamos ontem escrita pelo jornalista Dalwton Moura

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Uma oportunidade de contato com novos compositores, instrumentistas e intérpretes atuantes em Fortaleza, em uma apresentação equilibrada entre esmero e descontração, ensaio e improviso, ineditismo e comunicação com o público. Assim foi o show “Canção que Aprendeu a Andar”, do coletivo musical Comparsas da Vivenda, apresentado na noite de quinta-feira, 24/3, para um Teatro Sesc Emiliano Queiroz com casa cheia – e muita gente cantando junto parte das músicas. Todas inéditas em disco, mas muitas tornadas familiares através de blogs e redes sociais. Além das rodas de violão semanais, nos saraus às terças-feiras em espaço informal e múltiplo, entre as mesas de bar, o piso de brita e os castiçais da Toca do Plácido.

Essa ligação entre palco e platéia, artistas e espectadores, deixa entrever pistas significativas para a compreensão do show apresentado pelos Comparsas – um exemplo fiel do “modo de produção” do grupo, em suas limitações e em seus muitos pontos dignos de destaque. Como os próprios sete músicos dispostos no palco fazem questão de ressaltar, a apresentação reúne canções compostas a muitas mãos, no último par de anos, pelos membros do coletivo, que se caracteriza como tal principalmente pela alternância de papéis e pela interação complementar entre seus integrantes.

As parcerias são várias e diversas, embora, entre baião, xote, rock e canção, se possa divisar claramente um fio condutor urdido entre cores urbanas e influências blueseiras. Os artistas também mudam constantemente de instrumento, ao sabor do que pede cada música. “Metade do show é troca de instrumento”, brincou Jairo Ponte, trompetista, flautista, gaitista, percussionista e, ufa, pai do pequeno Bento, que inspirou uma das canções mais tocantes da noite, composta por Caio Castelo e Tom Drummond. Com direito, no show, a uma contextualização do momento de celebração, entre família e amigos, em que se deu à luz a música.

Se a falta de papeis fixos aponta mais a versatilidade do que qualquer pretensão de virtuosismo do grupo, este não deixa de contar com destaques instrumentais, como o baixista Carlos Hardy, também eventualmente assumindo a guitarra e o piano. E essa multiplicidade casa bem com a variação de atmosfera e estética das canções, conforme se desenrola o repertório que guarda, apesar do ineditismo, boas cartas na manga para estabelecer empatia com o público, via melodias e refrões. É o caso, por exemplo, de “Porém”, de Caio Castelo, cantada em duo com Lorena Nunes, intérprete tão aplaudida quanto Richell Martins, voz do baião “Arranho”, de tons nordestinos e fortes sugestões nas imagens. “A fome, a sede, um só. O cio, o ardor sem voz, na hora da aflição”.

“Te pego na volta”, de Caio e Lorena, na voz dela, é outro “hit” das rodas de violão que funciona de imediato no palco (como caberia perfeitamente no rádio comercial), escandida entre bateria e contrabaixo servindo de cama para a voz rascante da intérprete no território em que se mostra mais à vontade. Como em “Sal”, de Caio e Samuel Goes, antecedida por uma mão um tanto quanto carregada de prosa, entre reflexões sobre o sal “das lágrimas, do suor, da vida”. Não por acaso, a lista de momentos de maior diálogo com o público se completa com mais um blues de nuances sensuais:  “Já que você vai viajar”, de Caio e Alan Mendonça, ecoando e sistematizando desde cedo signos característicos da poética do grupo: “Um blues de amor e sal com o sabor da minha pele”.

Mas há mais cores no caleidoscópio dos Comparsas, personificados como tal em figurino a rigor, contrastando com a juventude do grupo. A simplicidade bem-humorada de “Xote holandês” (Caio Castelo/Samuel Góes) abriria espaço para mais possibilidades de interpretação. A rica expressão teatral de Lorena Nunes na também descontraída “Ai de mim” (Tom Drummond) é outra que pode evoluir em arranjo.

E se a lírica “Enfim nós”, de Caio, cantada por ele ao piano, remete de modo mais direto à sonoridade de grupos que marcaram a década de 2000 no cenário nacional, “Guia de turismo”, de João Paulo, se apropria de elementos da tradição à publicidade para formar um painel, irônico em música e letra, a soar como um inverso e sincero hino às contradições da Terra da Luz. Já a aportuguesada “Margem” (Caio/João Paulo Peixoto) foi uma das melhores da noite, em perfeito casamento entre achados poéticos, soluções melódicas e rítmicas (com a percussão de Amanda Nogueira e Allan Diniz) e a voz de Richell: “Colhi do chão estrelado desenhos de água febril, a onda saía da pedra e voltava pra dentro do rio / Molhei as minhas feridas / Quem ensinou a água a nadar sabia os caminhos da vida, sabia os atalhos pro mar”.

O show mostra que, a seu tempo e modo, os Comparsas começam a transpor as fronteiras da Vivenda para buscar mais repercussão. E o fazem no mesmo compasso de descontração e espontaneidade de um grupo de amigos a compartilhar com clara sinceridade a devoção à criação musical. Melhor para o público.

Dalwton Moura
Jornalista, crítico musical e compositor

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Show dos Comparsas

Nesta próxima quinta-feira, 24 de março, os Comparsas da Vivenda farão um grande show no Sesc Emiliano Queiroz, em Fortaleza.

Com um ano de existência e uma série de pequenas apresentações na bagagem, o coletivo fará na próxima semana sua maior apresentação até agora. A ideia é fazer um apanhado de boa parte do que foi produzido ao longo desse ano e compartilhar no palco, diante do público. Serão tocadas tanto músicas antigas quanto músicas inéditas, até compostas durante os ensaios para o show, além de outras surpresinhas.

Neste dia 24, sobem ao palco os mesmos sete comparsas que estão no cartaz acima: Amanda Nogueira, Allan Diniz, Caio Castelo, Carlos Hardy, Jairo Ponte, Lorena Nunes e Richell Martins. Estamos preparando um show bonito e caprichado. Até lá!

SERVIÇO
Show dos Comparsas da Vivenda
Local: Sesc Emiliano Queiroz (Av. Duque de Caxias 1701 – Centro)

Dia 24 de março (quinta-feira), às 20h

Ingressos: 10R$ inteira e 5 R$ meia

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Myspace da Ló

Senhoras e senhores, anunciamos orgulhosamente o recém criado perfil da Lorena Nunes no myspace. Por enquanto, disponibilizamos as músicas ‘Sal’ e ‘Porém’, que podem ser ouvidas na página. Divulgue na sua paróquia.

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